terça-feira, 17 de julho de 2012

Selo Nosferatu


Todos sabem do descaso dos poderes públicos com a sociedade, não existe nenhuma novidade. No entanto, grande parte dos políticos são os funcionários públicos que possuem o melhor salário, além de muitas outras vantagens. Não me delongarei no discurso pois é algo que já ouvimos todos os dias em nossos jornais, escândalos e mais escândalos... Mas o deixam de ser algumas semanas depois, pois são abafados ou esquecidos por conta de um outro escândalo. E nós cidadãos comuns o que fazemos? Quase sempre nada não é mesmo. No entanto possuímos diversas ferramentas e tecnologias para ao mesnos mostrar nossa indignação, e é com esse intuito que foi criado o Selo Nosferatu. O selo é como um carimbo que acusa a peste, a doença, a mal! (caramba!) Daí o nosso velho conhecido vampiro do cinema como alegoria para os vampiros do sistema.
Postos de saúde públicos com mau funcionamento, sem medicamentos, médicos, enfermeiros ou agentes de saúde ou mesmo desativados, escolas em greve por conta do descaso do governo para com a frágil situação dos professores e demais educadores, os famosos elefantes brancos, as ridículas placas gigantes com falsas prestações de conta que surgem no fim do mandato de nossos prefeitos com os seus escudos partidários estampados. Todos esses são alvos do Selo Nosferatu. E devo informa-los que o selo é propriedade pública. Postem seus comentários aqui e indique lugares, instituições que mercem o selo que nós o colocaremos e mais, logo postaremos um tutorial ensinando vocês a fazerem as suas prórpias matrizes ou mascaras de estêncil para vocês mesmos postarem o selo nas instituições de sua cidade!


segue abaixo algumas imagens do selo aplicado.

 (a unica reforma que aconteceu neste prédio foi nos banheiros, nos demais as paredes ainda estão rachadas)

(nesta foto só há algumas sacolas mas o dono do "restaurante alpendre" preenche toda esta couçada com suas sacolas de lixo forçando os pedestres a passarem pela avenida)
(a cidade que mais fala de arte e cultura popular no cariri mas que paga uma miséria para os fazedores da cultura popular se apresentarem uma vez por ano e esquece deles por todo o resto)


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Matthew Barney



Carregando nos ombros o peso de possuir características e qualidades tão requisitadas na produção artística contemporânea o artista americano Matthew Barney quase que literalmente flutua diante do apreciador de sua obra (ignorando o peso do seu fardo e logo a própria gravidade tal qual outras constantes do nosso universo) provocando a mais diversa gama de sensações estéticas.
Estas sensações por sua vez são despertadas através de diversas linguagens artísticas. Daí a justificativa da colocação “qualidades requisitadas na produção contemporânea”. Barney é um artista multimídia, logo se faz valer de diversas medias/linguagens da arte tais como a fotografia, o desenho, a escultura, o vídeo, a performance a instalação entre outros para abrir as cortinas de um mundo cheio de criaturas hibridas de animais, maquinas e humanos, arrisco até utilizar o termo pós-humanos como nos quadrinhos do artista e pesquisador brasileiro Edgar Franco.
Quando falo deste universo fantástico de criaturas hibridas e igualmente andrógenas me refiro à sua grandessíssima produção chamada “Ciclo Cremaster”. Composta por cinco filmes onde na sequencia cronológica de suas produções temos: Cremaster 4, 1, 5,2 e por fim Cremaster 3. Originalmente organizado por nada menos que o museu Guggenheim em Nova York, o Ciclo Cremaster tambem conta com uma exposição com fotografias, instalações, objetos, esculturas e desenhos alem da exibição dos filmes.
este é o site oficial do ciclo Cramaste, lá da pra encontrar todos os trailers, fotos das exposições e diagramas de suas montagens.

Aqui no Brasil, mais precisamente no Centro Cultural Inhotin em Belo Horizonte – MG, temos acesso à sua grande instalação “de lama lamina” onde o artista constrói uma narrativa visual que dialoga com o imaginário  das religiões Afro-brasileiras. o filme que recebe o mesmo nome foi rodado no carnaval da Bahia e onde o artista realiza uma grande ação carnavalesca tendo como trio elétrico o trator e a arvore que posteriormente viria a compor esta instalação. leia uma matéria jornalística completa sobre a performance aqui.
(esta imagem foi retirada diretamente do site do Inhotin, clique aqui para saber mais sobre esta obra) 

Diante dessa grandiosa obra fico pensando como alguns brasileiros conseguem depreciar a riqueza de nossa própria cultura. no entanto o gramado do vizinho é sempre mais verde, não é mesmo roteiristas de HQ (não generalizando, tem muito quadrinho bom no brasil). Não diferente a nós o nosso vizinho descobriu um gramado verde ao lado do seu, mas aposto que ele não negou sua própria grama para isso.