segunda-feira, 16 de julho de 2012

Matthew Barney



Carregando nos ombros o peso de possuir características e qualidades tão requisitadas na produção artística contemporânea o artista americano Matthew Barney quase que literalmente flutua diante do apreciador de sua obra (ignorando o peso do seu fardo e logo a própria gravidade tal qual outras constantes do nosso universo) provocando a mais diversa gama de sensações estéticas.
Estas sensações por sua vez são despertadas através de diversas linguagens artísticas. Daí a justificativa da colocação “qualidades requisitadas na produção contemporânea”. Barney é um artista multimídia, logo se faz valer de diversas medias/linguagens da arte tais como a fotografia, o desenho, a escultura, o vídeo, a performance a instalação entre outros para abrir as cortinas de um mundo cheio de criaturas hibridas de animais, maquinas e humanos, arrisco até utilizar o termo pós-humanos como nos quadrinhos do artista e pesquisador brasileiro Edgar Franco.
Quando falo deste universo fantástico de criaturas hibridas e igualmente andrógenas me refiro à sua grandessíssima produção chamada “Ciclo Cremaster”. Composta por cinco filmes onde na sequencia cronológica de suas produções temos: Cremaster 4, 1, 5,2 e por fim Cremaster 3. Originalmente organizado por nada menos que o museu Guggenheim em Nova York, o Ciclo Cremaster tambem conta com uma exposição com fotografias, instalações, objetos, esculturas e desenhos alem da exibição dos filmes.
este é o site oficial do ciclo Cramaste, lá da pra encontrar todos os trailers, fotos das exposições e diagramas de suas montagens.

Aqui no Brasil, mais precisamente no Centro Cultural Inhotin em Belo Horizonte – MG, temos acesso à sua grande instalação “de lama lamina” onde o artista constrói uma narrativa visual que dialoga com o imaginário  das religiões Afro-brasileiras. o filme que recebe o mesmo nome foi rodado no carnaval da Bahia e onde o artista realiza uma grande ação carnavalesca tendo como trio elétrico o trator e a arvore que posteriormente viria a compor esta instalação. leia uma matéria jornalística completa sobre a performance aqui.
(esta imagem foi retirada diretamente do site do Inhotin, clique aqui para saber mais sobre esta obra) 

Diante dessa grandiosa obra fico pensando como alguns brasileiros conseguem depreciar a riqueza de nossa própria cultura. no entanto o gramado do vizinho é sempre mais verde, não é mesmo roteiristas de HQ (não generalizando, tem muito quadrinho bom no brasil). Não diferente a nós o nosso vizinho descobriu um gramado verde ao lado do seu, mas aposto que ele não negou sua própria grama para isso.

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